Os sarcófagos romanos, de Rainer Maria Rilke

Tradução: Fernando Germano Esteves

Mas o que afinal nos impede de crer
(e restamos, aqui e ali, isolados)
Que, por longo tempo, o ódio, o poder
E a loucura,  foram os únicos legados,

Como no sarcófago trabalhado,
De deuses esculpidos e de volutas,
Onde lentamente é consumida a túnica,
Um  cadáver foi lentamente adiado –

Até que as bocas, anonimamente,
engoliram tudo em silêncio. ( onde está
A cabeça que os trará de volta à vida?):

A água dos aquedutos de antigamente
Nunca cessou; segue o fluxo para lá
Reflete neles, não pára, e brilha ainda.

***

Römische Sarkophage
Rainer Maria Rilke

Was aber hindert uns zu glauben, dass
(so wie wir hingestellt sind und verteilt)
nicht eine kleine Zeit nur Drang und Hass
und dies Verwirrende in uns verweilt,

wie einst in dem verzierten Sarkophag
bei Ringen, Götterbildern, Gläsern, Bändern,
in langsam sich verzehrenden Gewändern
ein langsam Aufgelöstes lag –

bis es die unbekannten Munde schluckten,
die niemals reden. (Wo besteht und denkt
ein Hirn, um ihrer einst sich zu bedienen?)

Da wurde von den alten Aquädukten
ewiges Wasser in sie eingelenkt -:
das spiegelt jetzt und geht und glänzt in ihnen.

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