eiffelCanção da torre mais alta
Tradução: Fernando J. Germano Esteves 

Juventude lesa
P’ra sempre cativa
Por delicadeza
Perdi minha vida.
Que venham as estações
Que abrasam os corações.

Disse a mim mesmo: vai,
Que ninguém te veja,
Nem espere mais
O que tanto desejas.
Não te impeça o jugo,
sublime refúgio.

Tanta paciência,
P’ra sempre vou lembrar,
dor e penitência
se desfazem no ar,
e a má sede que anseia
me escurece as veias.

Como o campo,
Findo o cuidado,
Florido e ancho
D’incenso e relvado,
Abandonado à bulha
De cem moscas imundas.

Ah! Tudo é agrura
Da pobre alma que ora
E tem só a figura
De Nossa Senhora.
Quem ainda oraria
À Virgem Maria?

Juventude lesa
P’ra sempre cativa
Por delicadeza
Perdi minha vida.
Que venham as estações
Que abrasam os corações.

Chanson de la plus haute tour
Arthur Rimbaud

Oisive jeunesse
A tout asservie,
Par délicatesse
J’ai perdu ma vie.
Ah ! Que le temps vienne
Où les coeurs s’éprennent.

Je me suis dit : laisse,
Et qu’on ne te voie :
Et sans la promesse
De plus hautes joies.
Que rien ne t’arrête,
Auguste retraite.

J’ai tant fait patience
Qu’à jamais j’oublie ;
Craintes et souffrances
Aux cieux sont parties.
Et la soif malsaine
Obscurcit mes veines.

Ainsi la prairie
A l’oubli livrée,
Grandie, et fleurie
D’encens et d’ivraies
Au bourdon farouche
De cent sales mouches.

Ah ! Mille veuvages
De la si pauvre âme
Qui n’a que l’image
De la Notre-Dame !
Est-ce que l’on prie
La Vierge Marie ?

Oisive jeunesse
A tout asservie,
Par délicatesse
J’ai perdu ma vie.
Ah ! Que le temps vienne
Où les coeurs s’éprennent !

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