Fantasia vespertina, de Friedrich Hölderlin

Friedrich Hölderlin
Abendphantasie

Vor seiner Hütte ruhig im Schatten sizt
Der Pflüger, dem Genügsamen raucht sein Herd.
Gastfreundlich tönt dem Wanderer im
Friedlichen Dorfe die Abendglocke.

Wohl kehren izt die Schiffer zum Hafen auch,
In fernen Städten, fröhlich verrauscht des Markts
Geschäft’ger Lärm; in stiller Laube
Glänzt das gesellige Mahl den Freunden.

Wohin denn ich? Es leben die Sterblichen
Von Lohn und Arbeit; wechselnd in Müh’ und Ruh’
Ist alles freudig; warum schläft denn
Nimmer nur mir in der Brust der Stachel?

Am Abendhimmel blühet ein Frühling auf;
Unzählig blühen die Rosen und ruhig scheint
Die goldne Welt; o dorthin nimmt mich,
Purpurne Wolken! und möge droben

In Licht und Luft zerrinnen mir Lieb’ und Leid! –
Doch, wie verscheucht von thöriger Bitte, flieht
Der Zauber; dunkel wirds und einsam
Unter dem Himmel, wie immer, bin ich –

Komm du nun, sanfter Schlummer! zu viel begehrt
Das Herz; doch endlich, Jugend! verglühst du ja,
Du ruhelose, träumerische!
Friedlich und heiter ist dann das Alter.

Fantasia Noturna
Tradução de Tomaz Amorim Izabel

Senta-se calmo diante de sua cabana
o lavrador, seu fogão fuma com modéstia.
Toca hospitaleiro para o andarilho
o sino vespertino na pacífica aldeia.

Bem voltam agora também os navegantes para os portos,
em cidades distantes se acalma contente o ruído
das lojas do mercado, no calmo caramanchão
brilha a refeição comunal dos amigos.

Para onde, então, eu? Pois vivem os mortais
de trabalho e salário, alternando entre esforço e descanso,
tudo é alegre. Por que então só em mim
nunca dorme este aguilhão no peito?

No céu vespertino floresce uma Primavera.
Incontáveis florescem as rosas e calmo aparece
o mundo dourado. Oh, levem-me para lá,
nuvens púrpuras! E lá em cima pudera

em luz e ar a mim derreter o amor e a dor!
Mas como se afugentado pelos pedidos tolos, foge
o encanto. Escurece e solitário,
sob o céu, como sempre, estou eu.

Venha então agora, sono suave! Demais exige
o coração. Mas, finalmente, juventude! Você se queima inteira, sim,
você, inquieta sonhadora!
Pacífica e serena é então a velhice.

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