Soneto — À Ciência, de Edgar Allan Poe

Sonnet — To Science

Science! true daughter of Old Time thou art!
Who alterest all things with thy peering eyes.
Why preyest thou thus upon the poet’s heart,
Vulture, whose wings are dull realities?
How should he love thee? or how deem thee wise?
Who wouldst not leave him in his wandering
To seek for treasure in the jewelled skies,
Albeit he soared with an undaunted wing?
Hast thou not dragged Diana from her car?
And driven the Hamadryad from the wood
To seek a shelter in some happier star?
Hast thou not torn the Naiad from her flood,
The Elfin from the green grass, and from me
The summer dream beneath the tamarind tree?

 

Soneto — À Ciência – tradução por Vinícius Cruz

Do Velho Tempo, ó Ciência, filha és tu!
Quem tudo altera com teu fino olhar.
Por que do poeta o coração, Urubu,
cuja asa é o baço fato, assim predar?
E como ele há de amar-te ou crer-te sá-
bia? Quem não deixaria ele a caçar
tesouros tais que nestes céus d’ouro há,
com asa audaz, embora, paire no ar?
Da sege Diana não havias puxado?
E a Hamadríade levado do mato
p’ra em estrela mais feliz buscar resguardo?
Não retiraras tu de seu regato
a Náiade, das relvas o Duende,
de mim o idílio abaixo do cipreste?

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2 comentários sobre “Soneto — À Ciência, de Edgar Allan Poe

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