Sensation, de Artur Rimbaud

Sensation

de Artur Rimbaud

Par les soirs bleus d’été, j’irai dans les sentiers,
Picoté par les blés, fouler l’herbe menue :
Rêveur, j’en sentirai la fraîcheur à mes pieds.
Je laisserai le vent baigner ma tête nue.

Je ne parlerai pas, je ne penserai rien,
Mais l’amour infini me montera dans l’âme ;
Et j’irai loin, bien loin, comme un bohémien,
Par la Nature, heureux- comme avec une femme.

Sensação

tradução por Tatiane Marchi

Pelas azuladas tardes, seguirei caminhador,
Pinicado pelo trigo, a pisar a erva miúda:
A sonhar, sentirei em meus pés o frescor.
Deixarei o vento banhar minha face nua.

Em silêncio, eu não pensarei em nada:
Mas, o amor infinito montará minh’alma,
E irei longe, muito longe, com o pé na estrada,
Pela natureza, feliz – na companhia da amada.

( A tradução teve como base a seguinte publicação: Rimbaud, Arthur. Poésies. Paris: Éditions de la Seine, 2005.)

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6 comentários sobre “Sensation, de Artur Rimbaud

  1. Boa trdacao…cm poesia eh otima + eu encontro uns pequenos erros q sao faceis de cometer…+ ta uma maravilha a traducao…eo q vc entende de traducao valmon dias ferreira…?vc deveria caçar oq fazer…

  2. Sensação.
    Seguirei pelas tardes azuis de verão,
    Andando no trigal, sobre as flores do dia.
    Sonhador os meus pés descalços estarão,
    E o vento banhará minha testa sombria.

    Não falarei mais, não pensarei mais. Porém,
    Um grande amor irá por minh’alma de pé.
    Boêmio irei longe, bem distante, sem ninguém,
    Feliz como se fosse com uma mulher.

    1. A tradução de Kasparov é boa, mas você alterou o sentido do poema de forma que a tradutora não havia feito, “testa sombria”? Nada nesse poema deveria evocar ares sinistros, a tradução original ficou mais fiel neste ponto.

      O verso “Sonhador os meus pés descalços estarão” <- a quantidade de sílabas aqui é excessiva, melhor seria algo como:

      Sonhador, meus pés nus estarão.

      porém você corrigiu o que mais me incomodou na tradução original (Em silêncio, eu não pensarei em nada), a sua versão me agrada mais.

      Todavia, "por minh'alma de pé", primeiro que seria melhor "em pé", segundo que Rimbaud usou "montera" no original e, tanto no francês quanto no português, a palavra "montar" pode significar "montar em algo, tipo um cavalo", ou "montar, construir", e uma vez que, no português, temos a chance de usar o mesmo termo com a mesma ambiguidade, acho que sua escolha de tradução foi pobre neste aspecto.

  3. Sensação.
    Seguirei pelas tardes azuis de verão,
    Andando no trigal, sobre as flores do dia.
    Sonhador os meus pés descalços estarão,
    E o vento banhará minha testa sombria.

    Não falarei mais, não pensarei mais. Porém,
    Um grande amor irá por minh’alma de pé.
    Boêmio irei longe, bem distante, sem ninguém,
    Feliz como se fosse com uma mulher.

  4. oi, tati. só agora vim ler com calma e, puxa, gostei muito, muito, especialmente da cadência e dos cuidados que você teve com as tônicas e com as rimas, especialmente na primeira estrofe. mas tenho duas perguntas ou sugestões: primeiro, por que ‘em silêncio’ e não ‘não falarei’? e, segundo, por que não, no último verso, ‘pela natureza, feliz – como quem ama’. você acha ruim ‘forçar’ essa rima ‘minh’alma/ama’?

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