Poema de Marina Tsvetáieva

marina

Poema de Marina Tsvetáieva
Tradução por André Nogueira (2009/ revisado em 2017)

* * *

Para meus versos, que tão cedo os fiz,
Sequer sabendo que era eu – uma poeta,
Borbotantes, como jorros de um chafariz,
Como fagulhas de escopeta,

Imprevistos, como pequenos diabretes
Num altar, sob o incenso inebriante,
Que por morte e mocidade eles se vertem,
– Versos nunca vistos antes! –

Esquecidos sob o pó de umas estantes
(Onde ninguém já os pegou ou pegará!),
Para meus versos, como para vinhos depurantes,
A hora deles chegará.

Maio 1913, Koktebel.

………………..~//~

* * *

Моим стихам, написанным так рано,
Что и не знала я, что я – поэт,
Сорвавшимся, как брызги из фонтана,
Как искры из ракет,

Ворвавшимся, как маленькие черти,
В святилище, где сон и фимиам,
Моим стихам о юности и смерти,
– Нечитанным стихам! –

Разбросанным в пыли по магазинам
(Где их никто не брал и не берет!),
Моим стихам, как драгоценным винам,
Настанет свой черед.

Май 1913, Коктебель

……………~//~

 

 

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